Boooooa tarde!
Então, meus queridos. Sabem aqueles dias e fases ruins que passamos que você só tem vontade de ouvir uma música depressiva, deitar numa rede, olhar pro céu e morrer? Pois é. Desde o dia vinte e sete de maio eu estou nessa, porque logicamente, todos nós tomamos tapas na cara e rasteiras da nossa boa e velha amiga chamada vida. Como curar esse "mal estar" emocional? A minha dica é: amigos. Nem nada mais e nada menos que isso. Coisas como perdas familiares e fim de relacionamentos são coisas extremamente difíceis de lidar, e na moralzinha... Não há remédio melhor do que o tempo. Dói? Dói... Mas alimentar a dor não é a coisa certa. Gente, eu sou a prova viva disso, vocês não tem ideia. Ao invés de me torturar vinte e quatro horas por dia, resolvi procurar o que me faz bem. Óbvio que tem os momentos de recaída, daí eu sou do tipo que põe pra fora com um bom diálogo ou um rio de lágrimas hahaha. Resumindo, o tempo é o remédio e as boas amizades são o paliativo. Se distrair, dar risada, ter bons momentos, mesmo nos maus. E uma hora TUDO passa... Até uva passa. (ok, parei.)
Eu não sou a pessoa mais popular do mundo, mas tenho amigos de ouro. Nessa etapa nova, estou repensando muito sobre a minha vida. O único amor que eu preciso, é o amor próprio. Você não saberá amar alguém se não souber amar a si mesmo, essa foi minha primeira lição. A segunda foi: nem tudo é o que parece e cada pessoa é única. Caras, esse papo de "ahh, fulano terminou o namoro e tá agindo assim porque é coisa de homem blábláblá". Na minha humilde opinião, isso não existe. Logicamente que homens fazem coisas de homens porque são homens. Mas já dizia minha vó: "coração dos outros é terra que ninguém pisa". Ninguém sabe o que se passa na cabeça das pessoas ou o que os motivam a fazer as coisas que fazem. Acho que existe todo um processo, que vem desde os primeiros anos de vida da criatura. Como foi criado, o que influenciou no comportamento, as coisas que viu e que passou. Por isso bato na mesma tecla: ninguém é igual a ninguém. Cada um tem uma reação única para cada ação. A terceira foi uma que eu já sabia, mas que só precisei aprender a por em prática. Quando eu tinha onze anos, minha mãe me deu um livro chamado Poliana. Nesse livro, que por sinal é fantástico, essa garota chamada Poliana era uma criança órfã e que tinha ido morar com a tia. Uma mulher meio ranzinza e arrogante. O que ela fez pra conquistar a tia e todos os empregados da casa foi o que me deixou encantada, desde então eu nunca esqueci. Ela jogava sempre um jogo. O jogo do contente. É bem simples e a única regra é: sempre ver o lado bom das coisas. Tem um trecho do livro que Poliana chega na cozinha numa manhã de segunda-feira saltitando e alegre, e uma das empregadas diz: "Poliana, não sei como consegue ficar tão alegre nas segundas logo cedo." Daí ela responde: "O jogo do contente! Veja só, hoje é segunda, mas ainda falta uma semana pra ser segunda de novo!". Eu pensei "Meu Deus, a vida é tão simples e a gente só complica".
No mais, eu sei que na prática é bem mais difícil, todavia não é impossível... Estou jogando o jogo. Tudo parece mais simples, por mais complicado que seja lidar com as memórias e a saudade. E tudo, tudo sempre tem um lado positivo, basta querer e saber enxergar. E com a ajuda dos amigos tudo melhora, tudo mesmo. Eu agradeço a eles por tudo, por me ajudarem a ver as coisas pelo outro lado e a crescer como pessoa. Eu amo vocês.
Ps:. Dedicando esse texto aos meus amigos: Iago, Léo, Yuri, Gustavo, Barreto, Ruan, Sininho, Poli e Marcelle.
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